revista fevereiro - "política, teoria, cultura"

   POLÍTICATEORIACULTURA                                                                                                     ISSN 2236-2037

 

Amrico KERR

energia e sustentabilidades

 

Ao longo da histria, a humanidade, progressivamente, tem lanado mo de diversos tipos de fontes energticas que estenderam a possibilidade do homem realizar trabalho para alm de sua capacidade endossomtica. Em uma longa linha de tempo, houve uma diversificao dessas fontes, assim como algumas perderam ou voltaram a ganhar importncia, mas a intensidade global de energia convertida em trabalho, ou em outras formas de energia empregadas pelas sociedades humanas, alou propores cada vez maiores.1 Essa habilidade de adicionar elementos exosomticos capacidade natural da espcie humana em converter energias representa um enorme diferencial em relao s outras espcies animais. Por outro lado, ela tambm tem representado uma componente forte do progressivo impacto antropognico sobre o meio ambiente, assumindo dimenses regionais e globais muito preocupantes, devido s solues adotadas para utiliz-las e ao emprego predominante dos combustveis fsseis.

A tabela-I mostra a proporo em que diferentes fontes de energia so utilizadas em termos globais e para algumas regies ou pases especficos. V-se que 85,5% da energia mundial empregada de origem fssil (soma de petrleo, carvo e gs). Esses combustveis so extensivamente queimados para gerar a energia trmica usada diretamente em aquecedores, fornos, caldeiras etc, ou transformada pelas mquinas trmicas que produzem o trabalho mecnico que, por exemplo, move veculos ou impulsiona geradores de energia eltrica.

A questo mais notvel relacionada a esse intenso uso dos combustveis fsseis a perturbao que pode estar sendo provocada no clima global, principalmente porque pode interferir com o assim chamado efeito estufa. A grande quantidade de gs carbnico (CO2) emitida nestes processos seria o fator mais preocupante, e que se somaria ainda a outros gases estufa ou a outros componentes associados aos combustveis fsseis. o caso, por exemplo, do metano emitido em muitos momentos da cadeia de obteno e de uso desses combustveis, ou ainda do oznio que acaba sendo formado na troposfera em reaes fotoqumicas propiciadas por poluentes atmosfricos derivados destes processos de combusto.

Tabela I Distribuio Percentual do Uso Energtico por tipo de fonte (ano de 2008)2

 

Regio ou Pas

Fonte Energtica (Participao em %)

 

Petrleo

Gs Natural

Carvo

Hidro e Renovveisa

Nuclear

Outras

Mundo

36,1

21,9

27,5

10,2

1,76

2,53

Estados Unidos

42,3

23,2

22,4

6,99

2,75

0,48

Amrica do Norte

41,3

23,4

19,8

9,60

2,51

0,82

Pases desenvolvidosb

41,6

22,3

19,2

9,05

1,86

2,36

Europa Oriental e ex-Unio Sovitica

21,0

49,5

17,6

5,94

1,86

0,41

sia em desenvolvimentoc

26,1

8,19

56,2

9,14

0,29

3,13

Oriente Mdio

57,9

45,7

1,56

0,39

0,00

5,07

frica

33,8

19,1

24,5

19,7

0,20

0,83

Amrica do Sul e Central

45,9

16,6

2,89

35,4

0,26

0,00

China

19,6

3,13

70,1

7,42

0,26

0,00

Brasil

33,3

6,30

3,94

47,2d

0,38

0,22

 

A maioria da comunidade cientfica que trabalha com modelos climticos considera que h uma alta probabilidade de que tais perturbaes antropognicas, ligadas especialmente ao uso dos combustveis fsseis, estejam gerando um aumento progressivo da temperatura mdia da superfcie terrestre (0,8 C, com incerteza de 0,2 C, desde o ano de 1850 at 2005),3 podendo vir a gerar mudanas climticas de propores catastrficas. Mas a discusso sobre o clima extremamente complexa e est sujeita s incertezas inerentes s previses.4 De qualquer modo, as hipteses catastrficas encontram eco no imaginrio da maioria da populao, habituada a observar ou sofrer com inundaes, alagamentos, deslizamentos de terra e outros incidentes oriundos da interao entre eventos climticos extremos e intervenes humanas sobre o meio ambiente.

Todavia, enquanto h incertezas quanto dimenso das intervenes antropognicas nas mudanas climticas globais, h consequncias bastante palpveis e desastrosas em nosso quotidiano, diretamente relacionadas ao intenso uso dos combustveis fsseis. o caso da grande quantidade de poluentes emitidos para a atmosfera, tais como o monxido de carbono, xidos de nitrognio, partculas, compostos orgnicos volteis (COV), carbono elementar, xidos de enxofre, alm da produo secundria do smog fotoqumico e de oznio na troposfera, este ltimo um poderoso oxidante capaz de causar danos a materiais, a vegetais, e sade humana. A OMS5 estima que anualmente ocorram cerca de 1,3 milhes de mortes prematuras devido poluio do ar em ambientes externos que, em grande parte, vincula-se a esse modelo energtico. Alm disso, estima-se que os acidentes de trnsito, intrinsecamente conexo energia fssil e extensivamente baseado em veculos individuais, ceife mais de 1,24 milhes de vidas, alm de deixar leses fsicas em 20 a 50 milhes de pessoas.6

Esse um exemplo claro de que a discusso energtica, crucial para uma perspectiva social sustentvel, no se restringe busca de fontes energticas renovveis. O modelo econmico capitalista, em particular, esgrima seu dom de Midas, e busca incessantemente apropriar-se comercialmente do apelo social sustentabilidade. Mas essa teria como objetivos centrais garantir qualidade de vida, recursos naturais e meio ambiente adequado para as populaes atuais e para as geraes futuras. , portanto, absolutamente incompatvel com o consumismo ou com a inadmissvel obsolescncia de produtos ditos durveis promovidos por esse sistema econmico.

Os assim chamados biocombustveis, por exemplo, representam uma fonte energtica renovvel. Os conversores vegetais so captores naturais de radiao solar, sendo a mais antiga fonte de energia usada pela humanidade. Compem a base alimentar dos seres hetertrofos, e permitem gerar a luz e o calor que a humanidade utilizou desde os seus primrdios. A extrao de combustveis dos vegetais, como leo e lcool, representa um meio de regular a intermitncia dia/noite do ciclo terrestre de energia solar, possibilitando armazen-la e regular continuamente o seu fluxo de uso em mquinas trmicas. Quando as plantaes crescem, realizando fotossntese, elas reincorporam o CO2 emitido na queima dos combustveis, ainda que uma parte desse composto, vinda de sua cadeia produtiva, no tenha tal destino.

Mas apesar dessa dimenso renovvel, h mais a considerar sobre o prisma da sustentabilidade. Em perodos de safra, a populao vizinha s zonas produtoras v-se submetida s cinzas e fumaa sufocante das queimadas da cana que precedem colheita, bem como ao irritante odor do vinhoto. A imagem muitas vezes transmitida de que os veculos movidos lcool ou biodiesel no poluem improcedente. Ademais, para mover a despropositada frota mundial seria necessrio utilizar quatro vezes a superfcie total do Brasil com cultivar de eficincia similar ao da cana na produo de combustvel, para reduzir em 50% as emisses mundiais de gases estufa at 2050.7 O sistema de produo de biocombustveis e sua expanso esto ainda envolvidos com forte espoliao de trabalhadores e grandes impactos ambientais no Brasil e no mundo, comprometendo a segurana alimentar.8

Mesmo que produzidos de modo efetivamente sustentvel, restaria ainda discutir sua extenso e destinao, voltadas hoje a substituir o petrleo nos conversores de energia de um sistema de transporte que tem natureza ineficiente, poluidora e criminosa. Veculos individuais tm sua utilidade ao permitir a livre definio de deslocamento, agilizar o atendimento mdico, servios de inspeo, emergncias etc. Mas so um contrassenso quando representa trilhar um percurso repetitivo ou usualmente seguido por milhares de pessoas. Nessas circunstncias, os meios de transporte coletivos representam uma eficincia 30 a 70 vezes maior do que os veculos individuais, alm de serem mais econmicos e seguros, assim como os trens e os navios o so em relao aos caminhes para o transporte de cargas.9

Ainda que de aspecto particular, essa discusso sobre os transportes fundamental, pois o setor que representa a atividade mais intensiva no uso de energia (cerca de 36% do total nos pases desenvolvidos).10 Evidencia, tambm, que no a ignorncia ou falta de alternativas que impedem a adoo de solues equilibradas e que transpiram o bvio. Mais difcil deparar-se com a franqueza (ou descuido) manifesta pela presidente da Petrobrs, Graa Foster, afirmando regojizar-se com engarrafamentos no trnsito, pois "o meu negcio vender combustveis".11 o Estado sem viso estratgica, trabalhando numa perspectiva consumista, ao mesmo tempo em que estimula e propicia ao cidado endividamento fcil para comprar veculos de passeio. Trata-se de uma atuao na contramo da sustentabilidade, com os recursos no-renovveis vendidos pela estatal petrolfera sendo queimados de modo absolutamente ftil, sem benefcio efetivo para o cidado, que respira poluentes enquanto permanece engarrafado no trnsito de metrpoles brasileiras.

Os transportes traduzem, assim, de maneira exemplar, os principais ns que precisam ser desatados para que as sociedades humanas adotem um sistema energtico sustentvel. Resolv-los no se resume buscar solues tcnico cientfica, ou observar se a fonte primria solar, elica, hidrulica, geotrmica, nuclear, mars ou o que mais se conseguir lanar mo. Compreende enfrentar aquilo que frutifica da articulao dessas possibilidades com o sistema poltico-econmico e com as relaes que determinam uma sociedade. Hmery et al.,12 sintetizam que um sistema energtico engloba "de um lado, as caractersticas ecolgicas e tecnolgicas das linhas energticas (evoluo das fontes, dos conversores e de seus rendimentos) e, de outro, as estruturas sociais de apropriao e de gesto destas fontes e destes conversores".

As questes da apropriao e da gesto das fontes, particularmente, representam um grande entrave no fato da energia solar, limpa e inesgotvel na escala de tempo humana, ainda ser pouco aproveitada. Mas ela est presente em nosso quotidiano mais do que se costuma perceber. O uso direto de biomassa representa 8,5% da energia global, os combustveis modernos de origem biolgica cerca de 2% e, indiretamente, propicia a hidroeletricidade (cerca de 2,1%).13 Ainda que no contabilizada nos rateios globais de fontes energticas, a energia solar sintetizada nos alimentos abastece o corpo humano, o que equivalente a algo em torno de 14% do consumo mundial de petrleo, em uma estimativa baseada na populao mundial. o que move o trabalho fsico e mental indispensvel ao funcionamento de nossa sociedade. Mas tudo isso pouco se considerarmos que em mdia o sol deposita na superfcie terrestre, ao longo de um ano, cerca de 80 vezes a energia das reservas de combustveis fsseis conhecidas.

No h dvida de que existe limitao de conversores eficientes e limpos que a acoplem aos dispositivos que circundam nossa vida moderna, movidos particularmente a energia eltrica. Mas evidente, tambm, a mo pesada das grandes corporaes produtoras de energia que querem manter seus oligoplios, e s tem olhos para solues centralizadas de captao e explorao desse recurso energtico. Espalhada sobre a superfcie terrestre, a energia solar oferece uma possibilidade mpar de socializao de sua captao e consumo que poderia ser desenvolvida por governos comprometidos com interesses populares.14 Se a gua das famlias paulistanas, por exemplo, fosse aquecida por coletores de energia solar, ocupando poucos metros quadrados do telhado das moradias, estar-se-ia captando aproximadamente o equivalente a 15% da energia gerada pela Itaipu. Solues simples de engenharia e arquitetura propiciariam maior aproveitamento da iluminao natural, assim como o conforto trmico em edificaes, o que reduziria sensivelmente a energia usada para iluminao e climatizao de ambientes.

Mas para estender significativamente a captao de energia solar ou elica fundamental contornar as suas flutuaes e intermitncia - dia/noite; sol/chuva; vero/inverno etc. No caso de gerao eltrica isso poderia ser conseguido com a articulao de diferentes linhas energticas que operam com fluxo regular, e que recepcionariam a energia gerada no momento em que houvesse excedente, e a supririam nos momentos de dficit. Ocorre que essa captao distribuda nas reas ocupadas pelos cidados reduz o potencial de lucro das distribuidoras e produtoras de energia. Exige, portanto, um firme compromisso e controle pblico para execut-la.

A democratizao da educao e o estmulo gerao de conhecimento podem propiciar um avano incalculvel para a transformao sustentvel de energias. O desenvolvimento do saber humano tem oferecido conversores energticos cada vez mais eficientes e, especialmente, a mudana de princpios fsicos que efetuam tais converses. O contnuo aperfeioamento de geradores eltricos, desde o sculo XIX, tem permitido transformar em eletricidade a energia mecnica captadas, por exemplo, pela turbinas hidrulicas (antigas rodas d'gua), ou geradas pelos motores trmicos ou, mais recentemente, aquela que captada pelas ps de ventos (que j impulsionaram moinhos). Tais geradores viabilizaram a desvinculao entre a captao da energia na fonte primria, unificando-a em um nico tipo de energia, a eltrica, a ser convertida em muitas outras formas em seu local de emprego. O conhecimento cientfico e tecnolgico sobre os semicondutores permitiu o desenvolvimento surpreendente de componentes eletrnicos que avanam cada vez mais para a miniaturizao, propiciando dispositivos que, se fosse possvel viabilizar com seus predecessores, as vlvulas e outros componentes eletrnicos convencionais, teriam consumo energtico absurdamente proibitivos. As telas de cristal lquido, tambm, consomem muitas vezes menos que os cinescpios, assim como as lmpadas fluorescentes em relao quelas incandescentes, enquanto a iluminao por LEDs avana ainda mais em relao eficincia de transformao da energia eltrica em luz, na durabilidade e menor contaminao ambiental de seus componentes. Ampliando o saber humano, desenvolvendo novos materiais, melhorando a durabilidade de produtos, concebendo melhores conversores de energia primria ou dispositivos mais eficientes nos pontos de uso, encontramos na criatividade cientfica e tecnolgica um fator poderoso de reduo do montante de energia empregado em nosso cotidiano.

A educao trabalha ainda em outra ponta. A formao de cada cidado interfere na sua capacidade de criao e reflexo, permitindo que atue de modo equilibrado e racional, evitando os desperdcios de grande parcela da energia convertida pela humanidade. Mas essa ao do indivduo somente ter repercusso mensurvel socialmente se encontrar polticas de estados que viabilizem a realizao social dos esforos individuais, ou de pequenas coletividades. Seria, por exemplo, a disponibilidade de transportes coletivos de qualidade e energeticamente eficientes, ou de propiciar a socializao de conversores de energia, como a solar, elica ou, ainda, de micro-hidreltricas ou termeltricas. Nessa direo, eliminar-se-ia perdas indiretas bem significativas, como, por exemplo uma grande reduo na dissipao de calor na gigantesca rede de distribuio eltrica ou o aumento da velocidade de deslocamento da populao, poupando seu tempo e energia, alm de melhorar a eficincia de uso de combustveis nos veculos circulantes, de reduzir a emisso de poluentes e dos danos que causam, bem como o nmero de acidentes de trnsito e o consumo energtico advindos de cada um desses fatores per si. Portanto, a boa educao, alm de propiciar ao cidado o benefcio de ter capacidade para gerenciar sua vida de modo mais eficaz e prazeroso,15 deve motiv-lo a tambm direcionar suas energias pessoais para aes sociais que pressionem governos a adotarem as necessrias polticas pblicas. Assim, os esforos individuais poderiam somar-se, adquirindo repercusso significativa no balano energtico social.

Mas a perspectiva das grandes corporaes que controlam a gerao e distribuio de energia concentra-se sobre uma abordagem tcnica para as alternativas energticas, apegando-se firmemente ao seu controle econmico. Deste modo, mesmo com solues renovveis e com as possibilidades que o desenvolvimento do conhecimento humano abre sustentabilidade, ela se esvai, na medida em que esses avanos veem-se triturados pelas engrenagens de um sistema econmico cujos fundamentos so o lucro e o imediatismo. Prevalece, assim, o estmulo ao consumo de bens e de energia, como se isso expressasse inevitavelmente o incremento da qualidade de vida. No h soluo sustentvel para a questo energtica em uma sociedade humana dominada por uma perspectiva perdulria. Somente uma enorme desigualdade, em que 20% da populao mundial controla 80% dos recursos disponveis, que adia seu esgotamento. A dimenso consumista imprimida pelos interesses de lucro de nossas economias no caberia no planeta se seus 7 bilhes de habitantes tivessem acesso mais equnime aos bens e servios produzidos. Seriam necessrios, por exemplo, os recursos de trs terras para estender a toda populao mundial o padro de vida dos pases industrializados.16 A ao social persistente e organizada dos cidados sobre o Estado indispensvel para romper tal modelo. Ela poder propiciar os avanos conceituais e polticos indispensveis sustentabilidade da sociedade humana, garantindo a qualidade do meio ambiente e recursos s geraes presentes e futuras, em um ambiente de equidade e justia social.

 






























fevereiro #

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ilustrao:Rafael Moralez



1 a Energia solar, elica, lenha, lixo;
b Austrlia, ustria, Blgica, Canad, Repblica Tcheca, Dinamarca, Finlndia, Frana, Alemanha, Grcia, Groenlndia, Hungria, Islndia, Irlanda, Itlia, Japo, Coreia do Sul, Luxemburgo, Mxico, Holanda, Nova Zelndia, Noruega, Polnia, Portugal, Porto Rico, Espanha, Sucia, Sua, Turquia, Reino Unido e Estados Unidos;
c Afeganisto, Bangladesh, Buto, Brunei, Burma, Camboja, China, Fiji, Polinsia Francesa, Hong Kong, ndia, Indonsia, Kiribati, Coreia do Norte, Laos, Macau, Malsia, Maldivas, Monglia, Nauru, Nepal, Nova Calednia, Niue, Paquisto, Papua Nova Guin, Filipinas, Samoa, Cingapura, Sri Lanka, Taiwan, Tailndia, Tonga, Vanuatu, Vietn;
d Fontes renovveis: lenha, carvo vegetal, lcool, bagao de cana. (Dados: Energy Information Administration, 2011)

2 IPCC, 2007: Climate Change 2007: The Physical Science Basis. Contribution of Working Group I to the Fourth Assessment Report of the Intergovernmental Panel on Climate Change. Cambridge University Press.

3 Veja-se uma discusso mais abrangente sobre esta questo no artigo deste autor “Clima Global, Meio Ambiente e Justia Social”, publicado em janeiro de 2012 no Le Monde Diplomatique Brasil, ou no artigo “A anlise do efeito estufa em textos paradidticos e peridicos jornalsticos”, de Maria Emlia Rehder Xavier e Amrico Sansigolo Kerr, Caderno Brasileiro de Ensino de Fsica, v. 21, n. 3, dez. 2004.

4 Nota descritiva n313, setembro/2011, Organizao Mundial da Sade (OMS) http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs313/en/index.html, (www.who.int).

5 Global status report on road safety 2013, Organizao Mundial da Sade (OMS) (pode ser encontrado em www.who.int)

6 “Energia renovvel, sonho ou realidade?”, Rogrio C. Cerqueira Leite, Edio Especial A Terra na Estufa, Scientific American - Brasil.

7 Veja-se, por exemplo, “Os impactos da produo de cana no Cerrado e Amaznia”, de Maria Luisa Mendona, Rede Social de Justia e Direitos Humanos e Comisso Pastoral da Terra, Outubro de 2008, ou o site www.foodfirst.org com matrias sobre os mitos da sustentabilidade dos biocombustveis e conflitos com a produo de alimentos; e.g. Biofuels: myths of the agro-fuels transition, Backgrounder, V.13, n 2, 2007 (tambm traduzido pelo Ibase).

8 “A sade precria de uma velha senhora”, Especial So Paulo, Paulo Saldiva e Evangelina Vormittag, Scientific American - Brasil, abril 2010.

9 Energy Resources and Global Development, Jeffrey Chow, Raymond J. Kopp, Paul R. Portney, Science, 28/novembro/2003, Vol 302.

10 Entrevista ao jornal gacho Zero Hora, em 14/abril/2013.

11 No livro “Uma Histria da Energia” (Editora Universidade de Braslia, 2007), Daniel Hmery, Jean-Claude Debeir, Jean-Paul Delage oferecem uma abordagem instigante sobre a questo energtica nos diferentes momentos histricos da humanidade e segundo o perfil e as identidades regionais de sociedades humanas. Conduzem as anlises segundo a ideia de sistemas energticos, que compreende no apenas as solues tcnicas adotadas, mas as relaes polticas, econmicas e sociais vigentes. Nesse sentido, apresenta, por exemplo, o sistema energtico do antigo Egito ou da Mesopotnia, como uma megamquina humana estruturada por um Estado autoritrio que empregava conversores humanos, atravs da escravido, para transformar em trabalho mecnico a energia solar captada nos alimentos produzidos em um sistema agrcola de bom rendimento.

12 “Ethanol for a Sustainable Energy Future”, Jos Goldemberg, Science, 9/fevereiro/2007, Vol. 315.

13 “Clima Global, Meio Ambiente e Justia Social”, Amrico Sansigolo Kerr, Le Monde Diplomatique Brasil, janeiro de 2012.

14 Desperdcio de energia desperdcio do trabalho humano envolvido e do nosso tempo. Um tempo que poderia estar ligado ao desenvolvimento cultural ao lazer, ao invs de ficarmos presos a trabalhos muitas vezes desgastantes e desagradveis. Paul Lafargue, em seu ensaio "O Direito Preguia" (1883), provavelmente foi o primeiro marxista a defende esta perspectiva para os trabalhadores. Questionou a palavra de ordem "direito ao trabalho", destacando o carter massacrante das tarefas desempenhadas pelos trabalhadores relegados a uma faina similar dos escravos, quela poca tendo conquistado a reduo da jornada de trabalho para 12h.

15 Science, Sustainability, and the Human Prospect, Peter H. Raven, Science, 9/agosto/2002, vol. 297.